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Publicado em 27/05/2026

Ex-padre é condenado a quase 19 anos de prisão por estupro e armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil no RS

Ex-padre é condenado a quase 19 anos de prisão por estupro e armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil no RS
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Polícia apreendeu pendrives que pertenceriam a ex-padre em Guaíba

Polícia Civil/Divulgação

A Justiça condenou a 18 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, um homem que atuava como padre em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A sentença é pelos crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de conteúdos de abuso sexual infantojuvenil.

O réu, Diego da Silva Correa, 44 anos, já estava preso e não poderá recorrer em liberdade. De acordo com a denúncia, ele teria, por diversas vezes, abusado sexualmente de uma menina de 9 anos, entre maio e agosto de 2024. Os abusos ocorriam na casa paroquial do município.

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Na sentença, a juíza Andreia da Silveira Machado, da 1ª Vara Criminal de Guaíba, destacou que a palavra da vítima, somada a laudos periciais e depoimentos, foi fundamental para a condenação. A magistrada rebateu o argumento da defesa, que apontou fragilidade na narrativa da criança.

“Tal argumentação desconsidera a dinâmica própria dos crimes sexuais praticados contra crianças, nos quais a revelação costuma ocorrer de forma gradual, fragmentada e condicionada ao ambiente de segurança emocional em que a vítima se encontra”, afirmou a juíza.

Agora no g1

A magistrada ressaltou como agravante o fato de o condenado ter se aproveitado da sua posição de sacerdote e da confiança da comunidade. Segundo ela, o homem usou o contexto das enchentes de 2024 para se aproximar da vítima e criar um vínculo.

“Não se mostra compatível com padrões mínimos de cautela institucional que um sacerdote, homem adulto, mantenha relação de intimidade, acesso e proximidade com criança desacompanhada de seu responsável, especialmente em ambiente residencial”, pontuou a juíza.

O caso

Diego da Silva Correa foi preso preventivamente em dezembro de 2024. Ele já havia sido detido em flagrante em novembro do mesmo ano, após a polícia encontrar os pen drives com material de abuso sexual, mas foi solto em audiência de custódia. Na mesma época, a Arquidiocese de Porto Alegre o afastou de suas funções.

A investigação começou depois que a menina foi retirada da guarda da mãe por suspeita de maus-tratos e, ao ser acolhida por uma familiar, relatou os abusos. Segundo a apuração, o então padre a acompanhava no banho e dormia abraçado com ela na casa paroquial.

O processo que resultou na condenação tramita em segredo de justiça.

O g1 tenta contato com a defesa de Diego da Silva Correa. O espaço segue aberto para manifestações.

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS)

Carlos Edler/Agencia RBS

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