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Publicado em 08/04/2026

Homem é condenado a 28 anos de prisão por matar companheira encontrada concretada dentro de geladeira no RS

Homem é condenado a 28 anos de prisão por matar companheira encontrada concretada dentro de geladeira no RS
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Nara, de 61 anos, foi morta na própria casa

Arquivo pessoal

O Tribunal do Júri condenou, nesta quarta-feira (8), Marcos do Nascimento Falavigna por matar a companheira, Nara Denise dos Santos, servidora pública de 61 anos assassinada em Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

O crime aconteceu em janeiro de 2024, no interior da residência onde o casal morava. Conforme reconhecido pelo Conselho de Sentença, o condenado ocultou o corpo ao colocá-lo dentro de uma geladeira concretada dentro da residência.

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O réu foi considerado culpado por homicídio triplamente qualificado, enquadrado como feminicídio, e por ocultação de cadáver. A pena fixada foi de 28 anos e 10 meses de prisão, a serem cumpridos em regime inicial fechado, com início imediato, sem direito de recorrer em liberdade.

A defesa de Falavigna ficou a cargo da Defensoria Pública. Procurado pelo g1, o órgão não se manifestou até a última atualização desta reportagem.

O que é feminicídio?

Segundo a investigação, a vítima foi morta após uma discussão que teve início por causa do uso do cartão bancário dela. O assassinato ocorreu por asfixia mecânica.

Para o júri, ficaram configuradas as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e o contexto de violência doméstica, já que agressor e vítima mantinham uma relação íntima de afeto.

A soma das qualificadoras do homicídio e a condenação pelo crime de ocultação de cadáver resultaram no tempo total da pena estabelecida pela Justiça. Além disso, o réu teve a prisão preventiva mantida.

Segundo o g1 apurou, Nara e o suspeito mantinham relacionamento e moravam juntos há cinco anos. Não havia registro de ocorrência policial ou relatos de violência em relação a ela. A mulher, aposentada do serviço municipal, é natural de Osório, e não deixa filhos.

Segundo a Brigada Militar, homem assumiu informalmente ter matado a companheira, a colocado em uma geladeira, e concretado no chão

Divulgação/Brigada Militar

Prisão em flagrante

O próprio homem procurou a Brigada Militar relatando que havia encontrado a companheira morta em casa. Os policiais foram até o local, acompanhados pelo suspeito, que autorizou a entrada e entregou as chaves.

Segundo a Brigada Militar, ele assumiu informalmente ter cometido o crime, alegando estar supostamente "possuído por uma entidade maligna". Em cima da geladeira onde estava o corpo de Nara, havia imagens religiosas espalhadas.

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